vento no rosto
a voar os finos fios
de cabelo, de sorriso.
Cheiro de chuva,
raios de sol,
pé no chão,
braços abertos
para o mundo
para a vida.
Tudo é perfeito
se olhado com olhos de perfeição!
Depois de um tempo desativado o Pássaros volta ao “ar”. Na verdade comecei a criar um blog novo, mas não gostei. Me apeguei ao que criei aqui e não consegui achar interessante nenhuma outra ideia(sem acento segundo a nova gramática, lamentável). Assim, fiz uma faxina geral, apaguei textos antigos e atuais também, deixei apenas aqueles que realmente não consegui deletar. Mudei o layout, achei que precisava de um pouco mais de cor e uma foto nova na descrição. No final gostei das mudanças e isso me animou para voltar a escrever.
Nesse tempo senti falta de um lugar para colocar as minhas ideias malucas e para falar das minhas novas aventuras no mundo das palavras, textos jornalísticos, só o que tenho feito ultimamente no que se refere a escrever. Só penso em lide, pirâmides, núcleo de interesse, linha de apoio... Que saudades da minha liberdade! Escrever sem preocupações com formato ou se vou ser entendida, que saudades, principalmente, das minhas amigas entrelinhas! Bom, elas estarão de volta e comigo os pássaros voltam a voar...
Se pudesse ser um pássaro eu seria uma gaivota.Nos tempos em que vivemos não há quem não escute falar o quanto é importante a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de uma consciência ambiental. A água está acabando, o solo está ficando infértil, a camada de ozônio ganha um buraco que cresce a cada dia, as florestas estão sendo desmatas e com isso os animais estão ficando sem o seu habitat natural, causando a extinção de tantas espécies.
Entretanto, não é apenas a natureza que está perdendo. Existem características do próprio homem que estão ficando em extinção. Respeito, espírito de coletividade, empatia, gratidão... São apenas algumas entre tantas atitudes que o bicho homem perde com o passar do tempo.
Há poucos dias vi uma senhora idosa tropeçar e cair no meio da rua, ela estava há uns 200 metros de mim e apertei o passo para me aproximar, porém dois jovens (cabeludos, tatuados, vestidos de preto e, com certeza, tratados pela sociedade como rebeldes) correram para ajudá-la. Vi que estava tudo bem e fiquei parada observando a cena. Fui tomada por um sentimento de orgulho, por ver que ainda existem pessoas (e jovens, o que é mais difícil) que não enxergam apenas o próprio umbigo.
A perplexidade do caso não está no tombo da senhora, mas na surpresa em ver que ela foi ajudada por pessoas que estavam preocupadas com alguém que nem conheciam. Alarmante o sentimento de orgulho por algo que deveria ser o normal, o corriqueiro. Porém, pequenos gestos de gentileza e cortesia são motivos de louvor e agradecimento em uma sociedade em que o egoísmo é a peça chave das relações interpessoais, chega a ser contraditório.
É preciso lutar pela natureza e pela preservação do planeta que foi emprestado para vivermos, não somos donos dele, embora tenhamos essa prepotência. Entretanto, é preciso primeiro preservar os nossos valores, a nossa consciência do quanto é importante o respeito por todas as pessoas que nos cercam. Com isso, o respeito pelos outros seres vivos e a natureza virá naturalmente...